Ivan Antonio

show de lançamento


"Já eram vinte horas e vinte minutos de sábado, quando as cortinas do palco do Teatro da Cidade do Saber se abriram. As luzes que iluminavam e davam todo um ar de ambiente aconchegante faziam parte de um cenário multicolorido.


Estavam ali: a banda de músicos e um pequeno notável menino falando em tom de humor, onde até atendeu "uma ligação da atriz Bruna Marquezine” e olha que ele dispensou.


Quando anunciou a entrada do cantor, seu tio; surgiu ele: Ivan Antônio, um artista de muitas facetas, que se reinventa a cada momento, acompanhado de talentosos músicos como o violonista e guitarrista João Neto.


Vestido nas cores branco, azul e vermelho, que semioticamente falando representa paz, calma, pureza, paixão, amor, desejo, cor do céu, do espirito, tranquilidade... Significações de cores que davam extensão com as poesias em forma de música na voz do interprete.


A iluminação que transcendia do palco até a plateia, nos embebecia de informações através do que chamamos de luz para iluminar a alma.


A plateia cheia de familiares, amigos e fãs aplaudiram o Irreverente ator, cineasta, poeta e cantor. Mas o que o público podia esperar de tamanha força do desejo de um artista que através de suas canções, demonstra suas reflexões de um mundo no qual está em erupção?


As suas músicas e por que não dizer poesias tocam no profundo da alma do ser humano nos seus mais diversos medos, dores, perdas, conquistas, amor, paixão e as inquietações de um mundo, no qual não sabemos o que nos espera o amanhã.


“Vejo as estrelas lá do céu, e a lua tão grande mais sozinha. Sou do tamanho da estrela, mas tenho a solidão da lua. Cuidado! Você também estar só: Tenho medo de não ter tempo de ser feliz, tenho medo de não ter tempo de ser feliz”.


Dando a entender que o artista está sempre só diante do tudo.


Na canção Terra e Paz, que dedicou à sua mãe deixou o público quieto em silêncio, refletindo cada letra.


“Vejo os homens lutando procurando as terras que o homem prometeu. Agora os homens só pensam em guerra e não estão se preocupando com a paz mundial. Queremos paz, guerra jamais o importante da posse da terra é saber dividir”.


Ao dividir o palco com um de seus convidados, o cantor Del Feliz, era perceptivo na plateia o olhar atento dos que estavam em minha volta, era como se lágrimas escorressem sem ser vistas, mas sentidas.


“Traga-me um copo dar d’água eu tenho sede e essa sede pode me matar. Minha garganta pede um copo d’agua e os meus olhos pedem o seu olhar. A planta pede chuva quando quer brotar, o sol logo escurece quando vai chover. Meu coração só pede o teu amor se não me deres posso até morrer”.


A participação de Raimundo Sodré foi uma mistura de emoção e descontração da boa e velha música baiana.


Quando o público achou que já tinha visto tudo, a iluminação escurece, e ali está o cantor, ou melhor, o ator Ivan emprestando o seu corpo para o mendigo, onde suas roupas finas dão lugar às rasgadas sem beleza alguma, mostrando que o seu próximo é muito mais importante, não importa em que estado se encontrem, pois todos fazem parte do mesmo espaço,o espaço das diversidades. E que uma simples demonstração de carinho; “o abraço” pode mudar a história de um ser humano."


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Jornalista/Portal Abrantes



Embebecidos pelos ‘Eus de um artista’


por Vânia Vigo